A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) concordou em elevar sua cota de produção para 27,2 milhões de barris por dia, a fim de tranqüilizar os mercados quanto às altas de preços e à queda nos estoques mundiais da commodity.
Com a decisão, a Opep oficializa a produção de quase um milhão de barris que vinha produzindo acima da cota anterior, de 25,8 milhões de barris diários, e acrescenta outros 500 mil barris à produção --aumento que será efetivado a partir de 1º de novembro.
O porta-voz do cartel, Omar Farouk Ibrahim, disse que o aumento foi baseado na atual produção dos 10 países do cartel que são pautados pela cota oficial (Argélia, Indonésia, Irã, Kuait, Líbia, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela --Iraque e Angola, que também são membros, não estão sujeitos à restrição da cota oficial). Ibrahim disse que a Opep irá se monitorar de perto as flutuações no mercado mundial de petróleo.
O secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el Badri disse que a decisão ocorreu em parte devido aos efeitos da crise no mercado de hipotecas de risco nos EUA. "Vimos o mercado financeiro e a crise no mercado de hipotecas de risco lançando algumas nuvens no horizonte", disse El Badri, segundo a agência de notícias Associated Press.
Segundo ele, o temor de que a economia americana venha a entrar em um período de recessão afetou o mercado de energia, com o temor de uma queda na demanda por gasolina. Em Brasília, o barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 78,23. A Opep responde por cerca de 40% da demanda mundial por petróleo.
Fonte: Folha Online |