A Petrobras Energia obteve do Governo do Equador a licença ambiental para explorar petróleo no Bloco 31, localizado na Amazônia Equatoriana. O projeto enfrentou vários obstáculos e críticas de organizações ambientais por estar localizado nas proximidades da reserva ecológica de Yasuní. A estatal obteve a licença em um momento em que ela coloca em xeque com o governo equatoriano os impactos da expropriação de 49% da receita extraordinária obtida com a venda do petróleo no país.
O Bloco 31 foi concedido em 1996 à argentina Perez Companc, comprada seis anos depois pela Petrobras. No local, existem dois campos de petróleo na área, que receberam os nomes de Apaika e Nenke. Em nota, a estatal informou que os estudos de impacto ambiental foram aprovados pelo governo do Equador em 2006. A companhia ainda afirmou ter apresentado aos ministérios do Ambiente e de Minas e Petróleos do Equador um projeto inovador para o desenvolvimento dos dois campos em questão, ainda em fase de testes, que reduz os impactos ambientais. O projeto é um dos mais modernos já concebidos pela Petrobras. Foi formulado sob os princípios da ecoeficiência, minimizando o desperdício de recursos, a demanda de energia e o impacto ambiental. Sua concepção baseou-se no emprego de modernas técnicas de exploração e produção e na adoção de cuidados de preservação da natureza e dos aspectos sociais, cumprindo rigorosamente as exigências regulatórias equatorianas.
No início do mês de outubro, o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou um decreto pelo qual multinacionais do petróleo que atuam no país, inclusive a Petrobras, terão de repassar ao governo equatoriano 99% do lucro extra obtido com a venda de petróleo extraído no país. Desde o ano passado, o governo obtinha 50% desta receita. Analistas do setor acreditam que este aumento em uma forma de pressionar as empresas que operam na região a atuarem como prestadoras de serviços à estatal Petroequador.
Fonte: Nicomex Notícias |