O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que o Brasil terá uma dez maiores reservas de petróleo do mundo com as novas fontes anunciadas na Bacia de Santos, que podem aumentar os estoques brasileiros em até 50%. "Ficaremos entre a oitava e a nona posição", afirmou. Hoje, o país está na 24ª posição em quantidade de reservas. A Petrobras anunciou nessa semana ter encontrado, no poço de Tupi, na Bacia de Santos, um volume de até 8 bilhões de barris de óleo equivalente - hoje, as reservas do país são de cerca de 14 bilhões de barris do produto.
Isso levou o governo federal a retirar 41 blocos em áreas de elevado potencial de petróleo e gás natural da nova rodada de licitações do setor, que acontece ainda neste mês. O objetivo da decisão é garantir que a exploração dos volumes já comprovados pela estatal e seus autais sócios. Com a mudança, o leilão passará a ter 271 blocos.
A descoberta, segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pode transformar o país em exportador de petróleo. "Com essa descoberta, tudo muda. Vamos ver como outras nações se comportaram em situação semelhante e ver a melhor forma de transformar essa riqueza num maior benefício para o povo deste país", disse a ministra.
Segundo ela, o Brasil era um produtor médio, com a auto-suficiência recente e agora passa para "o primeiro patamar" de produtores. A ministra comparou o futuro do Brasil nessa área com grandes produtores, citando os países árabes e a Venezuela. Para a ministra, o governo federal tem de proteger as reservas que possui. "É a preservação da soberania do país, mas mantendo no leilão outras áreas que não tenham nenhuma interface com a descoberta", acrescentou a ministra.
Dilma garantiu também que o Brasil "tem todo o interesse" em formar parcerias com empresas privadas e internacionais. A ministra garantiu também que a descoberta não vai alterar em nada as negociações com a Bolívia. "A relação com a Bolívia é uma relação de integração regional e não apenas de interesse comercial. Preferimos não depender deles, mas isso não significa que iremos romper contratos ou deixar de investir na Bolívia", ressaltou.
Fonte: G1/Agência Estado/Globo News |