A Petrobras questionou ao Conselho Deliberativo do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa sobre sua retirada do índice. Em comunicado divulgado na noite de terça-feira, a petroleira reagiu às declarações de algumas entidades ambientais, como o Movimento Nossa São Paulo, publicadas nos jornais na última terça-feira (25/11) sobre a retirada da empresa do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.
As associações afirmavam que a saída havia sido decorrente do descumprimento da resolução 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), com relação ao diesel S-50. Segundo comunicado divulgado pela petroleira, a resolução não está relacionada à quantidade de enxofre no diesel distribuído, mas sim aos limites de emissões que os novos motores deverão atender a partir de janeiro de 2009.
“Mesmo sem a disponibilidade de equipamentos próprios para a redução das emissões, em 30 de outubro, a Petrobras comprometeu-se de forma participativa a fornecer o diesel S-50 (com menor teor de enxofre)”, afirma a nota. Conforme o acordo com o Ministério Público Federal, o combustível mais limpo, com 50 ppm de enxofre, será usado na frota nova de ônibus urbanos de São Paulo e do Rio de Janeiro somente em 2009, o que desagradou os ambientalistas. Em função disso, as entidades enviaram carta à Bovespa que solicitava a saída da Petrobras da lista.
Criado em dezembro de 2005, o ISE é formulado de forma a avaliar, de forma integrada, elementos ambientais, sociais e econômico-financeiros. Outras três indicadores - governança corporativa, características gerais e natureza do produto – são analisados para se chegar ao rol de “empresas com alto grau de comprometimento com sustentabilidade e responsabilidade social”. A nova carteira passa a vigorar em 1º de dezembro e vai até o 30/11 de 2009. Estão reunidos 38 ativos de 30 companhias que totalizam R$ 372 bilhões em valor de mercado. No comunicado, a Petrobras afirmou ainda que solicitou ao conselho deliberativo do índice o porquê da exclusão da empresa.
Fonte: EnergiaHoje |